domingo, abril 23, 2017

E LULA ACORDOU NUM SÍTIO QUE NÃO ERA DELE

Percival Puggina

         Para contar desde o começo essa história do sítio de onde Lula se autodespejou, eu preciso começar por seu personagem mais estranho - Fernando Bittar. Ele é dono de um local aprazível onde não chegava telefonia celular. A propriedade precisava de cuidados e reformas para cuja execução não dispunha de renda suficiente. Mas não se deixou abater por isso.
         Disposto a transformar o Santa Bárbara num pequeno paraíso serrano, para onde nunca ia nem iria, o remediado Bittar, em vez de pedir orçamento para três empreiteiros e escolher o de menor preço, como faríamos nós, perguntou a seus universitários botões: qual é a maior empreiteira do país, universitários? E os botões, em coro lhe responderam: a Odebrecht. Não havendo discordância entre os informantes, Fernando decide. Que seja a Odebrecht.

         A poderosa construtora de hidroelétricas, portos e rodovias, despacha engenheiros para Atibaia. E a obra foi feita, ficando pronta bem antes da Linha 6 do metrô de São Paulo. Mas faltavam detalhes. Se alguma vez na vida você tentou falar com empresa de telefonia celular por telefone, deve saber o quanto isso é difícil. Imagine, então, conseguir dela a instalação de uma torre, só para você, em meio aos matagais e matacões de despovoada serra. Impossível? Não ao Fernando. Ele ligou para a OI e conseguiu sua torre. Também a velha cozinha não estava legal. Era preciso melhorar aquela parte da casa. Para a impressionante e complexa tarefa, nosso herói chamou outra grande empreiteira, a OAS, terceira no ranking das maiores do país.

         Agora, pasmem. Quando tudo ficou pronto, num lance de fazer inveja a João Pedro Stédile, o ex-presidente Lula irrompe no Santa Bárbara, sem foices nem bandeiras vermelhas, com aquela entourage que a nação lhe disponibiliza vitaliciamente para que nunca mais na vida necessite ir até a adega buscar uma garrafa. E de tudo, a partir daí, usou e abusou em 111 visitas até seu autodespejo.

         Gostaria de haver assistido aquela alvorada de uma nova consciência na alma de Lula. Só pode ter sido algo assim. Veja se não. Ele acordou, esfregou os olhos, contemplou assustado seu entorno, sacudiu a galega até despertá-la e disparou: "O que estamos fazendo aqui, mulher? Não me chamo Fernando e não moro em Atibaia! Vamos embora deste lugar!". E se foram para nunca mais voltar.

         Nem Luiz Inácio, nem Fernando. Só alguns milhares de garrafas de vinhos finos, se não resgatadas, dormem serenas na fria encosta da Serra do Itapetinga.
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* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

Os Novos 10 Kms

 
Luciene Cury
 
 
 
 
 



Dia 9 de abril passado, participei de uma meia maratona aqui no Rio de Janeiro. Já fiz esse percurso por 6 anos seguidos e confesso que cada ano, quando se apoxima o dia da prova, me dá aquele “frio na barriga” comum, quando se tem a expectativa em relação ao acontecimento. São 21 kms que percorro concentrada, e a cada quilometro que ultrapasso, é uma vitória, e desde a primeira corrida, quando saio do Túnel do Joá, é como se a corrida estivesse me “parindo” e eu finalmente cheguei ao fim daquela etapa da minha vida de treinos e mais treinos para realizar, de uma forma salutar, essa prova. O clima muito quente e a umidade do ar em 95%. Imaginem!! Viramos um belo alimento dentro de uma panela de pressão. Sobre isso já falei no artigo: TREINAMENTO EM ALTAS TEMPERATURAS em nosso site: www.lctreinamento.com.
O que me deixou preocupada, e que depois valeu a reflexão, foram quantas pessoas, antes mesmo de chegar ao km 8, que já estavam andando na prova.

 Um tempo atras, o que era temido, era migrar de uma prova de 5 kms para uma de 10 kms. Hoje em dia, mal o corredor consegue completar, de uma forma e ritmo confortavel essa distância, e ele já se inscreve em uma meia maratona.
O quanto é bonito bater no peito e dizer que “andou varios kms, mas completei a prova”? Não sei se é falta de orientação ou excesso de vaidade, mas como treinadora isso me preocupou.

 Ouvi de uma amiga corredora que, se não existisse redes sociais, não teria tanta gente correndo. Isso é serio. Para eu me refazer fisiologicamente de uma corrida com essa distância, meus treinos na semana que precede a prova, são de baixo volume.

Muitos não se dão conta dos danos causados por uma distância dessa ao organismo, que deverá ter seu merecido descanso para se recompor. Soube de vários que fizeram essa prova sem nenhum acompanhamento de um profissional de Educação Física, o que me deixa espantada.

Não sei se eu peco por excesso ou está acontecendo uma banalização com essas distâncias. Hoje digo que os 21 kms são os novos 10 kms. Todos se inscrevem, mas nem todos conseguem completar bem e integros. Pensem bem na sua prova alvo e treinem específico para ela. O meu foco esse ano é a Maratona do Rio, dia 18/06. Antes dessa prova do dia 9/04, já tinha corrido 20 kms em treino. Mas é muito diferente que 21 kms em ritmo de prova.

O que digo, como treinadora, e que procurem um acompanhamento profissional de um treinador experiente, e com certeza conseguirá fazer sua prova alvo sem sofrimento, dores, sem lesões e sem ficar prejudicado no dia seguinte, afinal, existe um velho ditado que diz: melhor “morrer” no treino que sofrer na batalha.
Bons Treinos

sábado, abril 22, 2017

COLUNA ESPAÇO MOTOR

João Mendes


 ANDANDO NO HONDA SH 150 i

A Honda apresentou em São Paulo seu novo scooter, o SH 150 i, e promoveu test drive para a imprensa no Rio de Janeiro, em percurso bem variado com retas, curvas, subidas e descidas. O desafio maior foi subir até a Vista Chinesa e um teste assim é coisa arrojada mas Honda confia muito neste novo produto. O intuito foi mostrar que um simples scooter de 150 cc pode ser usado diariamente no perímetro urbano com conforto e segurança. Para o conforto eu destaco a posição de dirigir, a posição do garupa, o câmbio CVT, que não necessita ficar trocando as marchas, a praticidade do porta luvas com tomada 12V que pode carregar o smartphone, o bagageiro sobre o banco para guardar o capacete e uma novidade no segmento, Smart Keys, uma chave com sensor de proximidade que libera o botão de arranque quando você se aproxima e permite abrir a tampa de combustível e libera as travas do assento até a uma distância de 2 metros.
 
Na segurança destaco as rodas de 16”, melhor para superar imperfeições do piso e buracos, os freios a disco na dianteira e traseira com sistema ABS e a boa visibilidade do farol, lanterna traseira e luz de freio, tudo em LED. Com motor de 14,7 cavalos de potência a 7.750 rpm a SH 150i é valente nas subidas e boa de curva. O motor desliga automaticamente nas paradas em que ele não se faz necessário, é o sistema Idling Stop, que religa rapidamente o motor ao começar a acionar o punho do acelerador. Essa tecnologia ajuda muito na economia e durante o teste o computador de bordo marcava um consumo de 40 km/l de gasolina. A suspensão dianteira tem curso de 100 mm e a traseira 95 mm com cinco regulagens no amortecedor. O scooter Honda SH 150i tem preço sugerido de R$12.450 e no pós venda a Honda é imbatível, são 3 anos de garantia, sem limite de quilometragem, e 7 trocas de óleo grátis. Com toda essa sofisticação este modelo vai atender bem desde quem esta tendo a primeira experiência em duas rodas até aquele que até já tem uma moto sofisticada e quer ter um veículo mais leve e ágil para curtir em situações específicas.  

                                    MAIS DO RENAULT CAPTUR  

Na edição passada eu comentei minha experiência com o Renault Captur, versão top chamada Intense, com motor 2.0 16V Flex que desenvolve 148 cavalos e tem câmbio automático CVT, mas o carro tem muitos predicados e nesta edição eu continuo a listar eles. O que chama mais a atenção do carro é o design, dos SUVs lançados recentemente é o que tem linhas mais originais e agradáveis. Tem luz diurna em LED, nas laterais da grade em forma de “C” e faróis auxiliares que se direcionam para as curvas facilitando a visão do motorista. O porta-malas é generoso, 437 litros, plano, e com o fácil rebatimentos dos bancos da segunda fileira esse espaço cresce um absurdo. Gostei da cor bege com o teto preto e tem a cor preta com teto bege, entre outras.



A melhor aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 11,1 segundos usando só etanol e o consumo, usando só gasolina, fica em 8,8 km/l no perímetro urbano e 10,8 km/l na estrada.
 
Um detalhe que me chamou muito a atenção foi o número de pessoas que chegaram até mim, durante o test drive, e comentaram que gostaram do desenho do carro e que ele denotava uma maior sofisticação que o outro SUV da marca, o Duster, não tem. Realmente o Duster parece mais robusto, pronto para a briga, enquanto o Captur fica mais social, para tirar onda. No caso desta versão Intense do Captur, para começar a tirar onda o preço é R$88.490.

VOLKS UP 2018

A Volkswagen fez pequenas mudanças no estilo do Up! e retirou de linha a versão duas portas no seu catálogo 2018. A versão de entrada agora custa R$37.990. No lançamento da linha 2018 foi apresentada a versão Move Up! Connect por R$54.990 e a versão top é a High Up! por R$57.100.  O Volkswagen Up! é um carro gostoso de dirigir, tem bons motores mas esses preços parecem que não estão fazendo o carro atingir vendas melhores, em março foi apenas o 17º na lista dos mais vendidos com 3.383 unidades.

ORDEM NAS OPERAÇÕES DE RECALL

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou,  a criação de uma subcomissão especial para debater e estabelecer a regulamentação do recall de veículos. Autor da proposta, o deputado federal Alexandre Valle (PR-RJ) afirma que o objetivo é discutir ações para reduzir e impedir a comercialização de veículos com defeitos de fabricação. Estão muito frequentes as convocações das montadoras para recall de veículos por apresentarem problemas variados e graves como explosão de airbags, risco de incêndios, falhas em chassis, entre outros. 

PARABÉNS NISSAN

A fábrica da Nissan em Resende, Estado do Rio de Janeiro, completou 3 anos de idade. Lá se produz o compacto March, os motores 1.6 e o novo 1.0 de 3 cilindros, e agora começou a produção do utilitário esportivo Kicks que estava vindo do México. Ao todo 115 mil veículos já foram produzidos nesta fábrica mas ela poderia ter produzido uns 200 mil, o problema foi a crise no país. Parabéns para a Nissan para seus funcionários e colaboradores.

sexta-feira, abril 21, 2017

A Saúde nos países ricos

 Mario Eugenio Saturno
Assisti a uma reportagem na CNN sobre a Saúde Pública nos países do primeiro mundo que me inspirou a olhar com mais atenção ao que acontece por lá, já que se critica tanto o que temos no Brasil, totalmente gratuito, mas com serviço ruim.

 
A Alemanha e a França usam o modelo de seguro social para pagar a assistência  médica à população, ou seja, são alíquotas que incidem diretamente na renda do trabalhador, mas, ao contrário dos EUA, todo mundo está coberto, e as empresas não visam o lucro. Os contribuintes também são os donos das organizações envolvidas através de conselhos e sindicatos.

 
As pessoas pagam uma taxa no atendimento médico, entre US$ 5 e US$ 11 na Alemanha e US$ 25 na França, taxas que são reembolsadas quase sempre. Nos EUA, cobra-se de US$ 30 a US$ 200, dependendo da seguradora. Já no Reino Unido e Canadá é totalmente gratuito.
 
 O país ocidental que mais gasta em saúde são os EUA, que passou de 17,1% do seu PIB em saúde em 2014. O Reino Unido gastou 9,1% do seu PIB em saúde no ano de 2014, uma queda considerável comparado com 2009 que foi de 9,8%. A Alemanha gastou 11,3% do PIB e a França, 11,5%.

 
Em valores gastos por pessoa, o Reino Unido gastou US$ 4.003, o Canadá, US$ 4.609, a França, US$ 4.407, e os Estados Unidos, US$ 9.451. O valor em reais do que gastam os EUA é cerca de trinta mil reais, se no Brasil se gastasse isso, o orçamento público nas três esferas deveria girar em torno de R$ 6 trilhões, um pouco menos do PIB.

 
E por que nos EUA gasta-se cerca do dobro que as outras nações desenvolvidas? Certamente, utilizam muitas tecnologias avançadas e novos tratamentos para doenças graves como o câncer e toda novidade custa muito mais caro. Deve-se ressaltar que o modelo estadunidense é privado, que abrange apenas aqueles que estão segurados, ou seja, os que pagam. E essas empresas visam o lucro.

 
O caro sistema americano leva a uma divisão na sociedade entre os que têm mais ou que tem menos cobertura universal. Quem tem bastante dinheiro recebe bons cuidados médicos, quem não tem dinheiro, não se encaixa no sistema. É um sistema desumano e injusto com seus cidadãos.

 
Nos outros países, salienta-se a relação custo-eficiência do Serviço Nacional de Saúde. No Reino Unido paga-se menos por paciente do que os demais dos países do Ocidente analisados, mas não quer dizer que o sistema não seja eficiente.

 
A Alemanha também é a campeã em número de leitos por mil pessoas, 8,2; a França com 6,2; EUA, 2,9; Reino Unido e Canadá com 2,7. Já o número de médicos por mil pessoas, Alemanha tem 4,1; França, 3,1; Reino Unido, 2,8; EUA, 2,6; e Canadá, 2,5.

 
Enquanto o Canadá e o Reino Unido têm todos os seus cidadãos assegurados, na França. 0,1% estão fora dos sistema de saúde, na Alemanha, 0,2% e nos EUA, 9,1%.

 
Essas nações ricas estão muito preocupadas com a Saúde, pois junto com o aumento da expectativa de vida, esta aumentando a demanda por cuidados médicos, principalmente com o diabetes e as doenças cardíacas que requerem tratamentos com custos em ascensão. E destaca-se que o número de leitos hospitalares caiu, enquanto as internações nas salas de emergência aumentaram.

 
Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

Recreio Shopping apresenta a peça “Terra à Vista” no Clubinho do Recreio

 


As famílias que buscam uma atração divertida, educativa e gratuita para o feriado desta semana podem contar com o Recreio Shopping. O Clubinho do Recreio deste domingo, 23 de abril, será especial pelo feriado do Descobrimento do Brasil e trará a peça “Terra à Vista”, apresentada pela Companhia Fanfarra Produções.
 
 
O espetáculo contará lendas e mitos sobre as viagens de Vasco da Gama e Pedro Alvarez Cabral às terras brasileiras. As experiências passam pelo primeiro contato com os índios, pela extração do pau-brasil e pelos animais exóticos. Na história, vários bonecos animados assistem ao início das viagens que levaram os europeus ao outro lado do Atlântico. Utilizando-se de uma linguagem simples, bem humorada e com sonoplastia bastante rica, o espetáculo estimula o aprendizado das crianças.
O Clubinho do Recreio é um evento feito especialmente para as crianças se divertirem com atividades educativas e lúdicas no Recreio Shopping. Semanalmente, sempre às 16h, a criançada poderá se reunir para curtir oficinas, espetáculos teatrais, show de mágica, música, dança, entre outras atividades.
O evento tem classificação livre, com entrada gratuita. O Recreio Shopping fica na Avenida das Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes – Rio de Janeiro. Mais informações pelo telefone (21) 3906-3246 ou pelo site http://www.recreioshopping.com.br/.
Data: 23/04 (domingo) às16h
Recreio Shopping, 2º piso
Avenida das Américas, 19.019, Recreio dos Bandeirantes – Rio de Janeiro
Evento gratuito